
A mesa parte de uma ideologia de acesso. Se ela existe em espaço público, aberto à participação e ao encontro, então seu design, seus materiais, sua estética e sua linguagem também precisam ser. Construída inteiramente a partir de materiais cotidianos e recursos disponíveis, juntamente com materiais ainda cheios de vida porém esquecidos e descartados em caçambas, calçadas, porões, e esquinas, a mesa toma inspiração da improvisação e inventividade dos brasileiros: uma mesa “gambiarrada”.


Modular e adaptável, a microestrutura pode assumir diferentes formatos, tamanhos e alturas, transformando-se de acordo com o espaço que ocupa, o evento que acolhe e as pessoas que convida a adentrar. Composta por módulos de encaixe simples que permitem sua montagem e desmontagem sem ferramentas especializadas, a própria construção da mesa transforma-se também em um gesto coletivo de ocupação e encontro.
A escolha por esses materiais, e a forma como eles se encaixam, não surge apenas como estratégia de reuso e praticidade, mas também como um posicionamento em relação ao acesso, à adaptabilidade e à possibilidade de reprodução coletiva e de transformação contínua. Sua linguagem construtiva familiar, aliada a uma estética colorida e vibrante, dá ao projeto um caráter brincante e acolhedor, despertando curiosidade e convidando à aproximação.
A escolha por esses materiais, e a forma como eles se encaixam, não surge apenas como estratégia de reuso e praticidade, mas também como um posicionamento em relação ao acesso, à adaptabilidade e à possibilidade de reprodução coletiva e de transformação contínua. Sua linguagem construtiva familiar, aliada a uma estética colorida e vibrante, dá ao projeto um caráter brincante e acolhedor, despertando curiosidade e convidando à aproximação.

